Mark Zuckerberg, CEO da Meta, voltou a chamar atenção para o futuro da interação humano-tecnologia ao afirmar que, em breve, quem não utilizar óculos inteligentes equipados com inteligência artificial poderá enfrentar uma “desvantagem cognitiva significativa”. A declaração foi feita em conferência com investidores e reforça a estratégia da companhia de liderar a próxima grande revolução digital: a substituição dos smartphones por dispositivos vestíveis.
O novo equipamento, que deve ser anunciado oficialmente durante o evento Meta Connect 2025, em 17 de setembro, reúne três pilares de inovação: contexto visual, captura de áudio e integração nativa com assistentes inteligentes. O objetivo é oferecer um acesso contínuo à informação e à IA, sem depender das telas tradicionais.
Da realidade virtual ao real aumentado
A Meta já havia se posicionado na fronteira entre o físico e o digital com o lançamento do Horizon Worlds em 2021, plataforma baseada nos óculos de realidade virtual Meta Quest. Agora, o foco é estreitar ainda mais a linha entre real e virtual com o projeto dos óculos Hypernova ou Meta Celeste.
O dispositivo funciona como um HUD monocular, projetando informações diretamente nas lentes, em tempo real. Entre os recursos estão exibição de hora e clima, notificações integradas de outros aparelhos, traduções simultâneas e a possibilidade de interagir com inteligências artificiais diretamente no campo de visão.
Controle por gestos e preço de entrada
O diferencial tecnológico está no bracelete Ceres, que utiliza eletromiografia de superfície (sEMG) para captar sinais elétricos dos músculos do antebraço. Com isso, o usuário pode controlar os óculos apenas por gestos manuais, sem necessidade de câmeras externas.
Quanto ao preço, estima-se que os dispositivos tenham valor inicial em torno de US$ 1.000, mas com lançamento próximo a US$ 800, segundo informações da Bloomberg. O design, embora semelhante ao de óculos de leitura comuns, traz armações mais robustas para acomodar a tecnologia embarcada.
O início de uma nova era digital
A aposta da Meta revela mais do que uma evolução de hardware: trata-se de redefinir a forma como humanos interagem com o mundo digital. Combinando realidade aumentada, inteligência artificial generativa e comandos naturais, os óculos se apresentam como alternativa concreta ao domínio de duas décadas dos smartphones.
fonte: Revista Fórum
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