No primeiro dia do South Summit Brazil 2023, ocorreu o painel intitulado "O crescimento das criptomoedas pode expandir o agronegócio". Durante esse evento, Eduarda Schneider, CEO da Agricon Business e especialista em publicidade, participou de uma mesa de debates e compartilhou informações reveladoras. Ela destacou que a disrupção tecnológica pode gerar um aumento de até 20% nos lucros das negociações de grãos no Brasil. A empresa, através do uso da tecnologia blockchain, tem desempenhado um papel significativo em toda a cadeia de suprimentos agrícolas.
Durante o evento, além da participação da CEO da Agricon Business, o painel também contou com a presença de representantes de outras duas empresas: AgriGooders e Agrotoken. O foco do evento é o empreendedorismo e as soluções tecnológicas para o agronegócio.
O South Summit Brazil 2023 teve início na última quarta-feira (29) e acontece até a próxima sexta-feira (31), sediado nos armazéns históricos do Cais Mauá, localizados no centro de Porto Alegre (RS).
Eduarda Schneider, empresária e CEO da Agricon Business, revelou que a motivação para a criação da empresa surgiu das dificuldades enfrentadas por seu pai, que negociava regularmente com os mesmos compradores para sua produção de soja e milho em uma fazenda no interior do Rio Grande do Sul. Através de seus contatos com produtores que possuíam armazéns próprios, ela conseguiu implementar práticas importantes, como a conformidade com normas ambientais e a redução do balanço de carbono.
“Essas informações, na Alemanha, por exemplo, poderiam agregar valor ao produto. Na China, essas informações podem ser importantes para uma indústria de shoyu premium. A gente começou a fazer essa conexão baseada em rastreabilidade e segurança comercial", acrescentou.
Durante sua participação no evento, a executiva explicou que a adoção da tecnologia blockchain traz benefícios adicionais para o setor agrícola. Além de reduzir significativamente o risco de vazamento de informações sensíveis, como as do Cadastro Ambiental Rural (CAR), a utilização da blockchain também tem o poder de encurtar a distância entre os produtores e o mercado internacional. Esse encurtamento das distâncias abre novas oportunidades de negócios e aumenta consideravelmente as possibilidades de lucro para os envolvidos na cadeia de suprimentos agrícolas.
“É um custo do comprador, não do produtor rural. O produtor, por retirar os intermediários, na soja transgênica, consegue de R$ 2 a R$ 5 a mais por saca, e em grãos não-transgênicos e orgânicos consegue até 20% a mais. Então, a gente consegue uma bonificação melhor”, esclareceu.
Eduarda Schneider compartilhou que, atualmente, a Agricon Business presta serviços a 750 produtores em oito estados brasileiros, contando com 27 compradores cadastrados. A empresa possui escritórios estabelecidos em várias localidades do Brasil, e recentemente estabeleceu uma representação em Portugal para melhor atender às demandas da União Europeia (UE). Além disso, a empresa tem planos em andamento para estabelecer uma representação na China, visando expandir sua atuação internacional.
Quanto aos produtos oferecidos pela Agricon Business, a empresa lida com a comercialização de soja, milho, arroz orgânico, café e castanhas cultivadas na região da Amazônia.
Antonio Loureiro, cofundador da empresa, enfatizou a relevância da rastreabilidade nos mercados internacionais e complementou afirmando que:
“Isso, de forma transparente, segura, rastreável e auditável, também desmistifica tudo. Não só entrega todas as informações e dados legítimos de todos os produtos, mas também de assuntos mais sensíveis, como a Amazônia, que é uma preocupação do mundo.”
Fonte: Cointelegraph Brasil.