A Oracle está consolidando uma mudança profunda em seu modelo de atuação no mercado tecnológico, deixando de ser vista apenas como uma fornecedora de infraestrutura para se posicionar como uma plataforma de transformação de negócios. O epicentro dessa metamorfose é o Oracle Innovation Center, localizado em São Paulo, que em apenas um ano de operação transmutou-se de uma vitrine de soluções para um potente motor de receita. Os dados impressionam: o centro gerou cerca de R$ 20 bilhões em oportunidades de mercado, com mais de R$ 3 bilhões já convertidos em contratos efetivos.
O espaço recebeu mais de 800 empresas e 8 mil visitantes em doze meses, fomentando um ambiente onde a tecnologia é aplicada a problemas reais em tempo real. “O valor que o Innovation Center traz, além da geração de receita, é a provocação de cocriar com os nossos clientes”, destaca Alexandre Maioral, presidente da Oracle Brasil. Segundo o executivo, muitas das soluções hoje comercializadas sequer existiam antes das sessões de trabalho tailor made realizadas no centro.
Protagonismo brasileiro e o modelo de cocriação
O sucesso da iniciativa local ecoou na estrutura global da companhia. O que nasceu como um projeto brasileiro recebeu um aporte de R$ 40 milhões da matriz para acelerar sua expansão, tornando a unidade de São Paulo o segundo maior laboratório de inovação da Oracle no mundo, atrás apenas de Chicago. Essa relevância coloca o Brasil em uma posição de vanguarda na adoção de novas ondas tecnológicas, como a computação em nuvem e, mais recentemente, a inteligência artificial.
O diferencial do modelo reside na transformação de ideias em produtos práticos. Fabio Martins, diretor de inovação da Oracle Brasil, explica que necessidades específicas surgidas dentro do laboratório acabam se transformando em soluções prontas para o mercado. “O negócio começou a se transformar em uma solução que outros clientes começaram a comprar e virou um produto”, afirma Martins. Atualmente, o centro conta com mais de 50 experiências interativas que integram tecnologias próprias e de parceiros, reforçando a visão de ecossistema.
Inteligência Artificial agnóstica e reposicionamento de marca
Diferente de outros competidores, a estratégia da Oracle para inteligência artificial não foca na criação de um modelo de linguagem (LLM) único, mas sim em oferecer a infraestrutura mais robusta e performática para suportar qualquer modelo. O posicionamento é agnóstico, permitindo que o cliente escolha o LLM que melhor se adapta ao seu negócio dentro de uma camada transversal e segura.
Esse movimento tem alterado a percepção da marca no país. Clientes que antes limitavam a Oracle ao universo de bancos de dados ou ERPs agora descobrem um portfólio vasto voltado para a estratégia de negócio. A aproximação com áreas não técnicas das empresas tem sido fundamental para essa nova fase, provando que a tecnologia é, hoje, parte indissociável da estratégia de crescimento de qualquer organização. Para escalar esse impacto, a empresa já disponibiliza versões remotas da experiência para clientes em toda a América Latina.
fonte: ti inside
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