A transformação dos sistemas de gestão empresarial (ERP) atingiu um novo patamar. De acordo com os novos Guias de Compradores ISG para ERPs, a integração de Inteligência Artificial e computação em nuvem está redesenhando as funcionalidades centrais dos ERPs, tornando-os mais inteligentes, flexíveis e adaptados às necessidades de empresas de todos os portes e setores.
A pesquisa, conduzida pelo ISG Software Research, avaliou 20 fornecedores globais de ERP e seus produtos em quatro categorias principais: ERP geral, ERP em saúde, ERP de manufatura e ERP para empresas de médio porte. A análise revelou que plataformas com IA integrada já estão otimizando funções como contabilidade de despesas, conciliação e entrada de dados, com agentes inteligentes capazes de executar tarefas com mínima intervenção humana.
“A IA está redefinindo como as organizações interagem com o software, incluindo os sistemas ERP no centro das operações empresariais”, afirmou Robert Kugel, diretor executivo de Pesquisa de Negócios do ISG. Segundo ele, até 2028, praticamente todos os fornecedores de ERP terão funcionalidades avançadas de IA incorporadas, especialmente voltadas à redução de erros e aceleração de processos críticos.
Além da IA, a migração para a nuvem é outro movimento acelerado. O estudo prevê que, até 2028, mais de 80% dos novos ERPs serão adquiridos na nuvem, permitindo atualizações contínuas, escalabilidade e maior continuidade operacional. A nuvem, combinada com APIs robustas, permite integrações mais confiáveis entre o ERP e sistemas de capital humano, supply chain, finanças e analytics.
A personalização também é um ponto forte nas plataformas atuais. Fornecedores têm desenvolvido versões específicas por setor, como saúde, logística e farmacêutico, incorporando fluxos regulatórios e processos de negócio padronizados para acelerar a implementação e reduzir a necessidade de customizações complexas.
O estudo destaca que os ERPs não são mais “tamanho único”. Empresas de médio porte, entre 100 e 999 funcionários, agora contam com plataformas desenhadas para equilibrar funcionalidade com usabilidade, com pré-configurações que facilitam o uso e reduzem custos de implantação. Já os ERPs para grandes corporações mantêm alto grau de complexidade e capacidade de integração global.
Mark Smith, sócio e analista-chefe do ISG Software Research, reforça que a modernização dos ERPs exige mais que tecnologia: requer planejamento estratégico, análise de fornecedores e alinhamento com metas de transformação digital.
“Este portfólio de pesquisas oferece a oportunidade de verificar se as estratégias e direções de IA dos fornecedores estão realmente alinhadas às prioridades atuais e futuras das empresas”, conclui.
A mensagem do estudo é clara: a nova geração de ERPs já está moldando o futuro das operações empresariais. IA, automação e nuvem não são mais complementos, mas sim componentes essenciais de uma gestão eficiente, conectada e preparada para escalar com inteligência.
fonte: Infor Channel
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