Executiva da IBM revela a habilidade mais valorizada no momento

Em um cenário cada vez mais movido pela IA, executiva da IBM revela a competência que pode levar profissionais a cargos com remuneração de seis dígitos.

Com o avanço da inteligência artificial e a constante transformação do mercado, a corrida por salários de seis dígitos já não depende apenas de diplomas técnicos ou habilidades específicas de programação. De acordo com Carla Piñeyro Sublett, executiva global da IBM, existe uma competência cada vez mais escassa — e, por isso mesmo, altamente valorizada: a habilidade de contar histórias.

“Você pode ser o melhor engenheiro, o melhor cientista de dados, mas se não conseguir contar a história do porquê aquilo é importante, do impacto que vai gerar, você não será ouvido”, declarou Sublett. Para a executiva, a capacidade de traduzir dados em narrativas envolventes e contextualizadas é o que diferencia um talento técnico de um líder estratégico.

A fala da executiva revela uma transformação silenciosa nos bastidores corporativos: não basta mais apenas analisar dados; é preciso interpretá-los, conectá-los com objetivos de negócio e, principalmente, engajar pessoas com significado. Essa é a base do chamado storytelling orientado por dados, uma habilidade que mescla pensamento crítico, empatia, visão de negócios e comunicação.

E, ao contrário do que muitos imaginam, essa competência não é exclusiva de perfis extrovertidos ou de profissionais da área de comunicação. “Todos podem desenvolver essa habilidade. Começa por entender para quem você está falando e qual é a transformação que aquela informação pode gerar”, completa Sublett.

No setor de tecnologia, essa habilidade tem se tornado indispensável para cargos de liderança. Profissionais de ciência de dados, engenharia de software, gestão de produtos e até infraestrutura precisam, mais do que nunca, articular o valor dos seus projetos e convencer diferentes stakeholders sobre decisões técnicas e estratégicas.

A lógica é clara: quem domina a linguagem dos negócios e sabe construir pontes entre tecnologia e impacto tem mais chance de chegar ao topo. Em tempos de IA generativa, análise preditiva e dashboards inteligentes, narrar o “porquê” por trás dos números tornou-se uma vantagem competitiva.

Assim, mais do que buscar apenas hard skills, empresas estão voltando seus olhos para profissionais que dominem a arte de traduzir o complexo em simples — e o técnico em estratégico. E para quem almeja remunerações de seis dígitos, desenvolver essa competência é mais que desejável: é essencial.

fonte: Exame

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