Um estudo realizado pela FGV (Fundação Getulio Vargas) revelou um dado que confirma a maturidade digital das empresas brasileiras: Copilot (Microsoft), ChatGPT (OpenAI) e Gemini (Google) são hoje os assistentes de inteligência artificial mais utilizados no ambiente corporativo. De acordo com a pesquisa, essas plataformas deixaram de ser experimentos pontuais e passaram a integrar fluxos operacionais, técnicos e até estratégicos nas empresas.
A penetração dessas soluções reflete uma nova etapa da transformação digital no Brasil. Empresas de setores diversos — de indústrias a escritórios de advocacia, passando por bancos e varejo — estão usando assistentes de IA para redação de documentos, análises técnicas, apoio à tomada de decisão, geração de apresentações e automatização de tarefas repetitivas.
“O crescimento do uso dessas ferramentas é consistente em todos os setores da economia, incluindo indústria, serviços, saúde e varejo”, destaca a FGV.
Por que essas três plataformas lideram?
- Microsoft Copilot: Integrado ao ecossistema Microsoft 365, oferece proximidade com ferramentas já familiares (Word, Excel, Outlook), permitindo adoção natural em fluxos já estabelecidos.
- ChatGPT: Ampla flexibilidade, fácil adaptação e API amigável favorecem uso em projetos internos e como copiloto cognitivo generalista.
- Google Gemini: Alavancado pela integração nativa ao Google Workspace e pela robustez da base de dados do Google, atende organizações que priorizam interoperabilidade em ambiente cloud-first.
Esses três modelos estão se tornando padrão técnico, onde a questão deixou de ser “se” usar IA, e passou a ser “como e com qual ferramenta” integrá-la às operações.
IA corporativa: de ferramenta a plataforma estratégica
A principal constatação da pesquisa é que assistentes de IA já fazem parte do core operacional das empresas brasileiras. Mais do que realizar tarefas periféricas, essas soluções começaram a atuar como agentes cognitivos inseridos nos fluxos produtivos, auxiliando desde o atendimento ao cliente até a gestão financeira e o suporte jurídico.
A automação de tarefas, tradicionalmente aplicada em processos físicos, agora chega à esfera do conhecimento — o que a FGV classifica como automação cognitiva. Isso coloca a IA não como ameaça ao emprego qualificado, mas como ampliadora da capacidade humana, liberando profissionais para tarefas de maior valor agregado.
Desafios emergentes: segurança, governança e capacitação
O estudo também identifica pontos críticos:
- Governança de dados: o uso disseminado de IA aumenta o risco de vazamento de informações sensíveis e exige políticas de segurança mais rigorosas.
- Treinamento de equipes: embora as soluções sejam acessíveis, muitas empresas carecem de capacitação técnica e metodológica para explorar o potencial total da IA.
- Soluções proprietárias: grandes empresas estão desenvolvendo assistentes internos, treinados com dados específicos do negócio, priorizando controle e personalização — um movimento que deverá crescer nos próximos anos.
Conclusão
O avanço de Copilot, ChatGPT e Gemini revela que a inteligência artificial já é um ativo estratégico nas empresas brasileiras. Negócios que integram IA aos processos decisórios e operacionais não apenas ganham produtividade — eles reconfiguram sua forma de competir.
Como destaca a FGV, “IA generativa não é tendência: é infraestrutura da nova economia.”
fonte: Valor Econômico
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