Hoje, vamos mergulhar em um assunto quente e fascinante: a confiança na inteligência artificial (IA). Gabriel Vallejo, VP de crescimento de receita da Oracle na América Latina, e Mônica Czeszak, gerente de contas sênior da Edelman, compartilharam suas visões sobre como as empresas podem aumentar a credibilidade da IA.
O Edelman Trust Barometer 2024 revelou que a confiança no setor de tecnologia está em alta, mas oscila bastante. Em apenas 11 dos 28 países pesquisados, a tecnologia lidera como o setor mais confiável. A percepção varia conforme a maturidade da inovação, sendo maior para tecnologias como a energia limpa. No entanto, a IA generativa, por ser uma novidade, ainda causa desconfiança.
Monica Czeszak explica: "Inovação gera desconfiança porque as pessoas querem entender como funciona, quais são os benefícios e como será regulamentada." Isso não significa que a IA esteja em risco, mas sim que as empresas precisam construir essa confiança junto aos consumidores.
Regulamentação é uma palavra-chave aqui. A pesquisa mostra que 59% dos brasileiros apoiam parcerias público-privadas para implementar inovações. Vallejo destaca que essa colaboração entre governo e sociedade é um desafio global, pois a IA tem aplicações diversas, como no transporte e na saúde, que possuem desafios únicos.
A pesquisa da Edelman também revela que apenas 33% das pessoas sentem que têm controle sobre como a IA impacta suas vidas. E ainda, 44% temem que a IA desvalorize o ser humano, enquanto 41% a veem como potencialmente prejudicial. Czeszak acredita na necessidade de discutir abertamente os usos da IA, seus benefícios e desafios: "Precisamos lembrar que a IA não é algo pessoal, mas uma ferramenta para o bem comum."
Vallejo compara a IA generativa a um "Big Bang" ou a descoberta de uma cura, destacando que a IA já está presente em diversas áreas, como recomendações em sites de e-commerce. "A criação de conteúdo é apenas uma parte do boom da IA; o verdadeiro valor está em como utilizamos essa tecnologia."
A transparência é crucial. Com o aumento das inovações, a confiança nas empresas de tecnologia pode diminuir. Monica reforça: "Precisamos ser transparentes e comunicar de forma clara e honesta."
Para que a IA seja democratizada e aceita, a educação é fundamental. Vallejo destaca a importância de educar tanto o público quanto os funcionários das empresas sobre o uso da IA. Ele acredita que a IA não substituirá pessoas, mas sim aqueles que não souberem usá-la: "Boas perguntas atraem boas respostas."
Finalmente, é essencial cultivar uma cultura de inovação consciente. Isso inclui lidar com a aversão ao risco e investir em talentos internos, já que especialistas em IA generativa ainda são raros.
Então, que tal refletir sobre como podemos todos contribuir para um futuro onde a IA é não apenas inovadora, mas também confiável? Afinal, a tecnologia só faz sentido se for para o bem de todos nós!
fonte: Meio e Mensagem
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