A transformação digital acelerada e a pressão por eficiência operacional, compliance rigoroso e agilidade nos negócios estão moldando o cenário empresarial de 2026. Neste novo contexto, os sistemas de gestão (ERP) se tornaram não apenas uma ferramenta administrativa, mas a base estratégica para a sustentabilidade e crescimento dos negócios.
Segundo a pesquisa Panorama Mercado Software, 33% das empresas brasileiras pretendem investir em ERPs ainda em 2026. O estudo também revela que 12,2% querem ampliar o uso de Business Intelligence (BI) e 10,15% estão planejando a migração para ambientes em nuvem. Esses dados refletem um movimento claro de modernização: a gestão de empresas está cada vez mais dependente da integração entre áreas, dados em tempo real e inteligência aplicada à operação.
A combinação de tecnologias como Big Data, Inteligência Artificial e automação de processos está se consolidando como requisito mínimo para empresas que desejam crescer com previsibilidade, controle e agilidade de resposta. “O mercado vem mostrando que ERP robusto deixou de ser diferencial e passou a ser condição para um crescimento mais seguro”, afirma Marcelo Furtado, Head de Tecnologia da Upper, parceira SAP. Ele destaca que, em 2026, “a combinação de integração, IA e dados em tempo real será decisiva para competitividade digital”.
Grandes fornecedores de ERP mantêm ampla dominância no mercado brasileiro. A SAP, por exemplo, é citada como líder entre as 200 maiores empresas do país, com 77% de participação nesse nicho. Ao lado dela, outras gigantes do setor sustentam a expansão por meio de soluções cloud, plataformas analíticas e automações adaptadas às exigências fiscais e regulatórias.
Além dos dados de mercado, eventos especializados como o ERP Summit Brasil 2026 reforçam o protagonismo crescente desses sistemas. A oitava edição do evento, marcada para março em São Paulo, reunirá especialistas, empresas e consultorias para discutir transformação digital, automação de processos e o uso estratégico de dados. A agenda do encontro mostra que o ERP, mais do que nunca, é tratado como o cérebro digital da operação.
Para Furtado, os principais fatores que explicam o boom atual são as mudanças fiscais frequentes, o avanço da automação, o compliance mais rigoroso e a necessidade de visibilidade e tomada de decisão em tempo real. “Em 2026, o ERP tende a ser visto como plataforma estratégica para adaptação rápida, inovação e sustentabilidade do negócio”, conclui.
fonte: UAI
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