O mercado de semicondutores ganha um novo capítulo com a ampliação da parceria entre Google e Intel. As companhias firmaram um contrato de múltiplas gerações que prevê o fornecimento de CPUs de alto desempenho e a cocriação de unidades de processamento de infraestrutura (IPUs) customizadas. O objetivo central é sustentar a crescente demanda dos data centers voltados para inteligência artificial do Google Cloud, garantindo que o treinamento e a inferência de modelos ocorram de forma mais ágil.
A colaboração utiliza a linha Intel Xeon como base para as atividades de infraestrutura, enquanto os chips IPU serão desenvolvidos sob medida. Essa personalização é apontada como um diferencial crítico para permitir sistemas mais flexíveis e escaláveis. Com o aumento da complexidade dos agentes de IA, a eficiência energética e o poder de processamento tornam-se pilares indispensáveis para manter a competitividade global em serviços de nuvem.
A retomada da Intel frente ao mercado de IA
Este movimento marca um momento significativo para a Intel, que busca consolidar sua divisão de fundição (Intel Foundry) como uma alternativa viável em um território amplamente dominado pela Nvidia. O contrato com o Google é o segundo grande anúncio da fabricante em curto período, após a confirmação de que a marca também apoiará projetos de infraestrutura de ponta para tecnologias autônomas e robótica.
A recuperação da empresa reflete uma mudança estrutural iniciada após desafios financeiros recentes. Com o aporte de novos clientes de grande porte e o suporte estratégico governamental, a Intel se posiciona para moldar a execução de fluxos de trabalho complexos. A expectativa é que essa nova safra de componentes personalizados reduza gargalos técnicos, permitindo que as empresas que dependem da nuvem do Google operem com maior estabilidade e capacidade de inovação.
“Nesse ambiente, a autoridade de execução não é um recurso do produto. É uma posição arquitetônica que abrange o controle sobre identidade, permissões, aplicação de políticas, acesso ao sistema de registro e auditabilidade”, explica em comunicado Alastair Woolcock, vice-presidente analista do Gartner. “Os fornecedores que incorporarem a IA nesse plano de controle moldarão a execução do fluxo de trabalho.”
fonte: tecmundo
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