A inteligência artificial entra em 2026 superando a fase de experimentos isolados para se tornar um componente estrutural das organizações. Com o fim do ciclo de “copilotos” puramente assistenciais, a nova fronteira tecnológica é a IA agêntica — sistemas capazes de tomar decisões e executar tarefas de forma independente. Para liderar esse movimento, a IBM anunciou o IBM Enterprise Advantage, um serviço de consultoria focado em transformar esses agentes autônomos em capacidade operacional real, garantindo segurança e integração ao core business.
A estratégia responde a um cenário de rápida evolução no mercado nacional. De acordo com o estudo “5 Tendências para 2026”, do IBM Institute for Business Value (IBV), 75% dos líderes brasileiros preveem que agentes de IA estarão operando de forma autônoma em tarefas críticas até o final deste ano. O lançamento da IBM visa eliminar o maior gargalo atual: a dificuldade de levar provas de conceito para a escala de produção sem comprometer a confiança ou a soberania tecnológica da empresa.
Interoperabilidade e soberania no centro da estratégia
O diferencial do IBM Enterprise Advantage reside em sua natureza agnóstica. O serviço permite que as empresas construam plataformas internas conectadas a múltiplos ambientes, como AWS, Microsoft Azure, Google Cloud e IBM watsonx, além de modelos proprietários ou de código aberto. Essa abordagem evita o “lock-in” (dependência de um único fornecedor) e protege os investimentos já realizados em infraestrutura de nuvem.
Para os executivos brasileiros, a soberania de IA tornou-se uma prioridade estratégica. Segundo o IBV, 85% dos líderes no país consideram essencial manter o controle total sobre dados, modelos e infraestrutura. Além disso, 82% afirmam que a agilidade de operar em tempo real é o que definirá a vantagem competitiva em 2026. Ao replicar o modelo de sucesso utilizado internamente pela IBM Consulting — que elevou a produtividade de equipes em até 50% —, a companhia busca oferecer um caminho seguro para a escalada tecnológica.
Ecossistemas e o novo tripé competitivo
O avanço da IA agêntica em 2026 sustenta-se em um tripé formado por soberania, velocidade e colaboração. O estudo indica que 69% dos executivos no Brasil acreditam que a adoção tecnológica é acelerada por parceiros, enquanto 89% veem nos ecossistemas uma forma de mitigar riscos de disrupção. A IBM reforça que escalar a inteligência artificial não é um esforço isolado, mas uma orquestração complexa entre plataformas e talentos humanos.
Casos práticos já demonstram o impacto dessa mudança: processos regulatórios que levavam semanas em setores como o farmacêutico agora são concluídos em minutos. Para a IBM, a IA deixou de ser uma “ferramenta periférica” para se tornar o próprio arcabouço da inovação. Em 2026, o sucesso das organizações dependerá de quão rápido elas conseguirão integrar esses agentes autônomos aos seus sistemas de governança, transformando dados brutos em ações operacionais automáticas e seguras.
fonte: it forum
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