Em um setor marcado por mudanças rápidas, ciclos curtos de atualização e forte pressão por resultados, a certificação técnica deixou de ocupar um papel secundário no currículo de profissionais de tecnologia. Hoje, ela aparece com mais força como uma evidência objetiva de preparo, domínio prático e aderência às necessidades reais das empresas. Em um ambiente em que novas ferramentas, linguagens, plataformas e arquiteturas surgem em ritmo contínuo, o mercado passou a enxergar essas credenciais como um indicador mais confiável de atualização profissional.
Esse movimento ganha relevância à medida que a transformação digital avança sobre diferentes áreas do negócio. Projetos ligados a computação em nuvem, inteligência artificial e ciência de dados exigem conhecimentos específicos, capacidade de adaptação e familiaridade com ecossistemas tecnológicos cada vez mais especializados. Nesse contexto, as certificações funcionam como uma ponte entre a formação e a aplicação prática, ajudando empresas a reduzir incertezas nos processos de recrutamento e auxiliando profissionais a demonstrar competência de maneira mais direta.
Os números ajudam a explicar por que esse tipo de qualificação passou a receber atenção crescente. Segundo pesquisa do Project Management Institute, profissionais certificados ganham, em média, 33% a mais do que colegas não certificados. Já dados da CIO indicam que 97% dos gestores de TI afirmam que colaboradores com certificações agregam pelo menos 50% mais valor às organizações. Mais do que um selo formal, a certificação vem sendo tratada como ativo de carreira e como ferramenta de validação técnica em um mercado cada vez mais exigente.
A leitura desse cenário mostra uma mudança importante na lógica de avaliação de talentos. Durante muito tempo, experiência prévia e histórico profissional bastavam como principais critérios de diferenciação. Agora, isso já não responde sozinho à complexidade do setor. A necessidade de atualização permanente impõe ao mercado um novo filtro: provar conhecimento com base em padrões reconhecidos e alinhados às tecnologias que já estão em operação nas empresas.
Para Iglá Generoso, CEO da DIO, esse reposicionamento das certificações está diretamente ligado à velocidade com que o setor evolui. “A tecnologia muda rápido e o mercado não consegue mais avaliar tudo só pelo histórico profissional. Essas validações ajudam a mostrar, de forma prática, se o profissional está atualizado e pronto para trabalhar com as ferramentas que as empresas usam hoje”, afirma.
A avaliação faz sentido em um momento no qual a escassez de talentos especializados convive com uma oferta crescente de profissionais em busca de recolocação ou ascensão. Na prática, isso cria uma disputa mais sofisticada por vagas, em que o conhecimento precisa ser demonstrado com clareza. Para empregadores, as certificações contribuem para tornar a triagem mais objetiva. Para profissionais, elas podem representar uma vantagem competitiva concreta em processos seletivos, promoções internas e negociações salariais.
Nesse ambiente, também ganha espaço a discussão sobre acesso. A qualificação técnica continua sendo decisiva, mas o custo de formação ainda é uma barreira para muitos profissionais. É nesse ponto que programas gratuitos ou subsidiados tendem a ganhar impacto relevante, especialmente quando conectam capacitação, trilhas práticas e possibilidade de certificação oficial. A DIO, em parceria com a Microsoft, mantém trilhas gratuitas de capacitação voltadas às certificações do Azure.
As formações abrangem áreas estratégicas como desenvolvimento em nuvem, inteligência artificial e ciência de dados, estão alinhadas às trilhas AI-102, AZ-204 e DP-100 e somam mais de 10 mil vagas, além da oferta de vouchers para a realização dos exames oficiais da Microsoft aos participantes que concluem os conteúdos. A iniciativa reforça uma tendência cada vez mais presente no setor: a articulação entre empresas de tecnologia, plataformas de educação e programas de empregabilidade para acelerar a formação de profissionais preparados para desafios imediatos do mercado.
“Ao unir capacitação prática e certificação oficial, ampliamos o acesso a oportunidades concretas de desenvolvimento profissional e ajudamos a preparar talentos para atuar em tecnologias que já são prioridade nas empresas”, explica Generoso.
A importância desse tipo de ação vai além da empregabilidade no sentido mais imediato. Ao preparar profissionais para atuar em frentes consideradas estratégicas, como nuvem, IA e dados, esse modelo de formação responde também a uma demanda estrutural das organizações, que buscam acelerar inovação sem abrir mão de eficiência operacional. Em outras palavras, a certificação passa a ser valiosa não apenas para quem procura uma vaga, mas também para companhias que precisam reduzir lacunas de competência em times internos.
Esse avanço ajuda a consolidar uma percepção já presente entre lideranças de TI: a formação não pode mais ser episódica. Em tecnologia, aprender deixou de ser uma etapa e passou a ser um processo contínuo. A certificação, nesse cenário, atua como marco de atualização, mas também como sinal de disciplina, compromisso e prontidão para enfrentar contextos de mudança constante.
As trilhas são realizadas de forma online e gratuita, com inscrições abertas até 22 de fevereiro e podem ser feitas no site da DIO.
fonte: Infor Channel
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