A saúde mental vem ganhando um novo status dentro das empresas e passa a ser acompanhada com a mesma lógica aplicada a indicadores de desempenho, clima e risco corporativo. Em vez de aparecer apenas em campanhas internas ou ações pontuais de bem-estar, o tema começa a ocupar espaço em estruturas formais de gestão.
Em algumas organizações, indicadores ligados a clima, liderança, pertencimento e segurança psicológica já orientam decisões sobre desenvolvimento, cultura e saúde ocupacional. Em certos casos, metas relacionadas ao ambiente inclusivo também passaram a influenciar a remuneração variável de lideranças, reforçando a responsabilização da gestão sobre o tema.
“Saúde mental deixou de ser um tema isolado”, destaca Andrés Acosta, diretor de RH da Smurfit Westrock no Brasil. “Hoje acompanhamos indicadores de clima e liderança com a mesma disciplina aplicada aos indicadores operacionais.”
“Quando vinculamos metas de ambiente inclusivo à avaliação da liderança, o tema deixa de ser cultural e passa a ser de gestão”, diz Monique Stony, diretora de Recursos Humanos, Cultura e Inclusão da BAT Latam South.
O avanço desse movimento também aparece em programas de apoio emocional, monitoramento de carga de trabalho e pesquisas estruturadas usadas como ferramenta de acompanhamento contínuo. No cenário global, empresas de diferentes setores vêm conectando saúde mental a políticas de sustentabilidade, trabalho híbrido e segurança psicológica nas equipes.
No Brasil, a incorporação dos riscos psicossociais à NR-1 reforça essa mudança. Na prática, saúde mental passa a ser tratada como parte da governança organizacional, com métricas, processos regulares de avaliação e participação direta da liderança.
fonte: InfoMoney
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