A migração para a nuvem entrou de vez na agenda estratégica das empresas. O avanço da transformação digital, o aumento das cargas de dados e a pressão por mais agilidade operacional fizeram com que a discussão sobre cloud deixasse de ser apenas técnica. Agora, a pergunta central não é mais se vale migrar, mas qual modelo faz mais sentido para o negócio.
Nesse cenário, nuvem pública, privada e híbrida disputam espaço conforme o perfil de cada operação. Ambientes públicos seguem atraentes pela escalabilidade, flexibilidade e modelo de consumo sob demanda. Já as estruturas privadas ganham força entre empresas que lidam com dados sensíveis, regras regulatórias mais rígidas e exigências maiores de controle. No meio desse caminho, a arquitetura híbrida aparece cada vez mais como resposta prática para equilibrar inovação e governança.
A avaliação do mercado é que a decisão precisa considerar uma combinação de fatores. Questões como soberania de dados, compliance, latência, integração com sistemas legados e previsibilidade de custos passaram a ter peso direto na escolha. Em setores como finanças, saúde e governo, por exemplo, manter parte dos dados em ambientes controlados continua sendo uma prioridade.
“Em 2026, empresas globais seguem migrando sistemas legados e ampliando seus ambientes em Nuvem para dar suporte a iniciativas de Transformação Digital e Inteligência Artificial”, conta Carlos Maia, diretor de Soluções em Nuvem da Tivit, empresa do grupo Almaviva e provedora de serviços de tecnologia na América Latina. “Ao entrar no universo de Cloud Computing, líderes se deparam com a grande dúvida sobre escolher investir entre nuvem pública ou privada, mas a decisão deve ser guiada por vários fatores estratégicos, alinhados à Transformação Digital e não mais em custo.”
Ao mesmo tempo, empresas que priorizam velocidade e acesso a ecossistemas mais amplos de inovação tendem a enxergar mais valor na nuvem pública. O ponto é que a definição do modelo ideal depende menos de uma resposta única e mais da capacidade de alinhar tecnologia às prioridades reais da operação.
A tendência para os próximos anos aponta justamente para ambientes híbridos e multicloud mais robustos, com fluxos distribuídos entre diferentes infraestruturas conforme critérios de custo, desempenho, segurança e legislação. Nesse desenho, a nuvem passa a ser menos um destino fechado e mais uma arquitetura flexível, pensada para acompanhar a complexidade crescente dos negócios.
fonte: Infor Channel
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