As aplicações financeiras de ERP em nuvem estão avançando para um novo estágio de maturidade, impulsionadas pela integração entre inteligência artificial, automação e modelos mais flexíveis de arquitetura. A avaliação é que esse movimento deve mudar não apenas a eficiência operacional da área financeira, mas também a forma como CFOs e equipes tomam decisões, lidam com riscos e respondem a mudanças de mercado.
A expectativa é de aceleração. Segundo o Gartner, organizações financeiras que utilizarem aplicações de ERP em nuvem com assistentes de IA integrados poderão realizar o fechamento financeiro 30% mais rápido até 2028. O dado indica que a transformação não está mais restrita ao ganho incremental de produtividade, mas passa a atingir processos centrais da gestão financeira.
“Os aplicativos financeiros de ERP em Nuvem proporcionarão automação, insights e eficiência adicionais às funções financeiras em um futuro próximo, integrando aprendizado de máquina, GenAI e agentes de IA”, disse Mike Helsel, diretor sênior de Pesquisa da área de Finanças do Gartner. “No entanto, para concretizar esses benefícios, os CFOs precisam lidar com o hype dos fornecedores, as mudanças organizacionais e a evolução da economia da IA nas empresas”, observou.
Entre os vetores que devem moldar essa evolução estão os ecossistemas componíveis, a automação inteligente de processos, a gestão de confiança, risco e segurança em IA, as análises adaptativas e o planejamento orientado por IA. Na prática, isso significa um ERP financeiro mais modular, mais conversacional e mais capaz de operar com previsões, recomendações e execuções automatizadas.
A mudança também responde a uma limitação histórica dos ERPs tradicionais, marcados por estruturas rígidas e baixa flexibilidade. Agora, a proposta é permitir que as organizações combinem funcionalidades com mais agilidade, integrem novos recursos com menos fricção e ajustem seus sistemas financeiros com maior velocidade.
“Muitos sistemas ERP do passado receberam o adjetivo ‘monolítico’ devido à sua notória inflexibilidade”, disse Helsel. “Em contraste, os ecossistemas modernos de ERP em Nuvem adotam a flexibilidade de baixo código e a componibilidade modular. Isso permitirá que as funções financeiras combinem e operacionalizem novas funcionalidades muito mais rapidamente, acompanhando as mudanças do mercado”, completou.
Outro ponto de destaque está na automação inteligente de processos. A incorporação de agentes de IA, aprendizado de máquina e orquestração tende a ampliar a eficiência em atividades como conciliação, cobrança e processamento de transações, liberando a equipe para decisões mais estratégicas.
Apesar do potencial, a adoção ainda enfrenta obstáculos importantes. Qualidade de dados, integração entre sistemas, escassez de competências especializadas e suporte inconsistente seguem entre os principais entraves. Ainda assim, a tendência é de crescimento acelerado. O Gartner projeta que 62% dos gastos com ERP em nuvem estarão direcionados a soluções com IA integrada até 2027, ante 14% em 2024.
O avanço indica uma virada relevante: o ERP financeiro em nuvem deixa de ser apenas uma plataforma de registro e controle para se tornar uma base mais inteligente de análise, automação e planejamento.
fonte: Infor Channel
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