IA além do hype: como transformar dados em crescimento real

Com investimentos bilionários e promessas grandiosas, a inteligência artificial entra em uma nova fase nas empresas: entregar valor real, com impacto mensurável em receita e eficiência.

Se antes a inteligência artificial era um luxo reservado às big techs, hoje ela é elemento central para qualquer empresa que deseje escalar, personalizar e se destacar. A fase da curiosidade ficou para trás. Agora, o que separa líderes de seguidores é a capacidade de transformar dados em valor concreto.

O estudo The GenAI Divide: State of AI in Business 2025, do MIT, é categórico: apenas 5% dos projetos de IA generativa demonstraram impacto direto no crescimento da receita. Ou seja, a maioria ainda falha ao justificar seu investimento, e não por falta de potencial, mas por ausência de estratégia clara, integração e execução eficaz.

A questão, então, não é mais se a IA deve fazer parte da estratégia, mas como ela será aplicada com foco real no negócio. Os exemplos que funcionam têm um ponto em comum: tratam os dados como ativos estratégicos. Empresas como Porto e VR demonstram isso com iniciativas que conectam dados, IA e automação para oferecer experiências hiperpersonalizadas e mensuráveis em retorno.

Esses avanços não ocorrem por acaso. São sustentados por arquiteturas de dados robustas, governança disciplinada e uma visão transversal da tecnologia dentro das organizações. Departamentos como TI, marketing, operações e compliance trabalham de forma integrada, orientados por uma liderança que enxerga a IA não como ferramenta de moda, mas como engrenagem de crescimento.

O Gartner reforça essa lógica: até 2026, mais de 80% das empresas com arquitetura de dados modernizada terão desempenho superior à concorrência. A IDC projeta que os investimentos em IA ultrapassarão US$ 500 bilhões até 2027, com impactos significativos em setores como finanças, saúde, varejo e manufatura.

É um novo paradigma de mercado. A IA deixou de ser um projeto isolado de inovação para se tornar fundamento de decisões estratégicas. Na Vivo, por exemplo, a IA permeia todas as áreas: do atendimento ao desenvolvimento de produtos. Já na Livelo, a personalização baseada em dados garante ofertas mais assertivas e relacionamentos mais duradouros com os clientes.

Mas há um ponto-chave: a transformação com IA exige mais do que tecnologia. É preciso cultura voltada à experimentação, foco na execução e liderança engajada. A adoção de IA só gera valor real quando há clareza nos objetivos e alinhamento entre times.

Como resume o CEO da Stefanini Data & Analytics, Filipe Cotait: “O hype já passou. Agora é hora de mostrar resultado.”

fonte: Terra

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