2025 está sendo marcado por uma virada concreta no uso da inteligência artificial. A Amazon Web Services (AWS) colocou o pé no acelerador e apresentou uma nova geração de sistemas: os Frontier Agents, agentes autônomos que não apenas executam tarefas, mas decidem, aprendem e evoluem, tudo isso sem depender de comando humano.
A proposta da AWS é clara: migrar do modelo de IA assistente para a IA executor. Em vez de esperar por prompts e cliques, esses agentes operam continuamente, resolvem problemas, detectam falhas, reprogramam rotinas e até criam outros agentes para expandir sua atuação.
Luis Liguori, head de arquitetura da AWS Brasil, foi direto ao ponto durante a conferência global da empresa em Las Vegas: “2025 foi o ano dos agentes, e nós descobrimos onde eles falhavam.” Faltava autonomia, continuidade e aprendizado. E é justamente isso que os Frontier Agents entregam.
O que esses agentes já fazem?
Dois exemplos ilustram o impacto imediato:
– AWS Security Agent: atua como um engenheiro de segurança incansável. Analisa código, encontra vulnerabilidades, executa testes de penetração e age antes mesmo de qualquer equipe humana intervir.
– Kiro Autonomous Agent: vai além do assistente de programação. Cria jornadas de desenvolvimento completas, automatiza fluxos e desenha novos agentes para etapas subsequentes, operando como uma fábrica de soluções.
Swami Sivasubramanian, vice-presidente global de Agentic AI na AWS, resume o impacto: “Agentes estão transformando indústrias inteiras, do desenvolvimento à medicina, da agricultura à arquitetura.”
O Gartner projeta que, até 2028, 33% de todos os softwares incluirão agentes autônomos como parte essencial de suas operações.
Brasil: entre a inovação e a prontidão
Apesar do potencial, o Brasil enfrenta um desafio duplo: a oportunidade é gigante, mas a prontidão ainda é limitada.
Segundo os dados mais recentes:
– 40% das empresas brasileiras já utilizam IA, mas apenas 12% têm maturidade avançada.
– No ecossistema de startups, a adesão é maior (53%), mas apenas 15% operam com IA avançada.
A AWS, atenta a essa lacuna, lançou o programa Transform Custom, voltado à modernização de infraestrutura legada. A proposta é preparar o terreno para que as empresas brasileiras possam aproveitar os avanços da IA autônoma e reduzir o débito técnico acumulado ao longo dos anos.
Falta gente para tanta oportunidade
Um dos principais gargalos é a escassez de profissionais qualificados. Entre as empresas que já utilizam IA no Brasil, 46% apontam a falta de mão de obra especializada como maior obstáculo.
Enquanto isso, as projeções apontam para um crescimento médio de 39% ao ano nos investimentos em IA na América Latina até 2029 e 66% anuais especificamente em IA generativa.
Para sustentar essa revolução, a AWS já investiu mais de US$ 3,8 bilhões em infraestrutura no Brasil e promete mais US$ 1,8 bilhão até 2034.
A era dos agentes começou
O mundo já opera sob novos paradigmas. Agentes autônomos estão assumindo funções que antes exigiam supervisão humana constante. Eles não apenas reduzem custos e ganham escala, mas também abrem espaço para que profissionais se concentrem no que nenhuma máquina ainda substitui: criatividade, estratégia e visão.
A tecnologia está pronta. A AWS está preparada. Agora, resta às empresas brasileiras decidirem se vão liderar essa nova era ou apenas segui-la.
fonte: StartSe
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