O uso de agentes autônomos de inteligência artificial promete redefinir o modo como empresas interagem com tecnologia. A visão, apresentada por Carlos Augusto Lopes, vice-presidente da IBM Consulting para a América Latina, projeta uma camada inédita de produtividade corporativa. “Quando usamos agentes de IA em escala, diminuímos a dependência dos ERPs e CRMs. Passamos a operar em uma camada totalmente nova”, afirmou durante o AI Press Tour da IBM, realizado no Chile.
Segundo Lopes, a lógica é substituir automações pontuais por um modelo operativo inteligente, capaz de mapear processos, acessar dados e executar tarefas ponta a ponta. “Diminuímos a quantidade de vezes que usamos ERPs e CRMs, porque começamos a trabalhar em uma camada nova de operação. É o que empresas como a SAP já estão fazendo, criando próprios agentes para usuários. No futuro, teremos diversos agentes especializados atuando em conjunto”, explicou.
O executivo destacou quatro estágios de maturidade nessa jornada:
- Humano com assistente: interação pontual com suporte de IA.
- Operações conduzidas por agentes virtuais: substituição gradual de tarefas repetitivas.
- Novo modelo operativo não intrusivo: agentes atuando como camada invisível de integração.
- Reuso de agentes como ativos corporativos: agentes tornando-se parte estratégica do patrimônio digital.
Esse caminho envolve identificar fluxos, selecionar dados críticos e definir regras de decisão. Na prática, os agentes passam a aprender continuamente, ampliando a eficácia das operações. “Um agente precisa ser capaz de decidir como falar, como atuar e como se integrar com os múltiplos sistemas de uma empresa”, acrescentou Lopes.
A própria IBM já experimenta o impacto desses agentes ao adotar a prática de “cliente zero”. A companhia afirma ter obtido ganhos globais de mais de US$ 3 bilhões em produtividade, com resultados que extrapolaram fronteiras internas e chegaram a clientes como a CMIG, que redesenhou sua experiência multicanal, e o Bradesco, que modernizou operações com agentes.
Para Lopes, a relevância dessa mudança é inequívoca: “Um terço do valor das estratégias empresariais de IA no mercado virá de agentes inteligentes”. Ele sustenta que a verdadeira transformação ocorrerá quando os agentes se consolidarem como uma camada de operação invisível, mas onipresente, orquestrando sistemas e criando uma experiência de negócios fluida. “O que estamos vendo é o nascimento de um modelo operacional inteligente. A IA não vai apenas responder ou criar, mas vai trabalhar por nós”, finalizou.
fonte: IT Forum
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