O comércio varejista brasileiro alcançou em fevereiro de 2025 o maior nível de vendas desde 2000, registrando alta de 0,5% em relação a janeiro e crescimento acumulado de 3,6% em 12 meses. O avanço reforça o bom momento do setor, mas também acende um alerta: para crescer de forma sustentável, o varejo precisa de organização e tecnologia. Nesse contexto, os sistemas de gestão empresarial (ERPs) se consolidam como peças-chave na transformação digital das lojas, indo muito além da contabilidade e se tornando plataformas estratégicas.
De acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES), o mercado de software no Brasil deve crescer 9,5% até o fim de 2025, superando a média global de 8,9%. Os gastos com ERPs estão estimados em US$ 4,9 bilhões, um aumento de 11% em relação a 2024.
A explicação está nas mudanças de comportamento do consumidor. “O consumidor atual espera agilidade, integração entre canais e uma experiência sem fricção. Para oferecer isso, o lojista precisa de informações centralizadas em tempo real. Um sistema de gestão moderno conecta vendas, estoque, caixa, pedidos e dados do cliente, permitindo decisões mais assertivas e crescimento sustentável”, afirma Sergio Perez, especialista em e-commerce da Omie.
Um ERP na nuvem permite integrar lojas físicas, e-commerces, marketplaces e meios de pagamento, automatizando rotinas críticas como emissão de notas fiscais e conciliação financeira. Isso dá ao varejista visão completa do negócio, reduz riscos e possibilita acompanhar indicadores de qualquer lugar.
A democratização da tecnologia também é um ponto de destaque. “Antes, apenas grandes redes tinham acesso a esse tipo de tecnologia. Hoje, pequenos e médios varejistas conseguem competir com gigantes, ganhando produtividade e inteligência de negócio sem aumentar a complexidade da operação”, complementa Perez.
O desafio da escolha
Com a expansão do mercado de ERPs, os empreendedores precisam estar atentos à escolha do sistema mais adequado. É necessário avaliar funcionalidades compatíveis com a realidade do negócio, integração entre áreas, mobilidade e usabilidade. Outro ponto essencial é a escalabilidade da plataforma, além da capacidade de gerar relatórios e insights que sustentem o crescimento sem comprometer a operação.
“As pequenas e médias empresas precisam pensar na integração desde o início. Para o varejo, além do sistema de gestão, a Omie oferece uma solução completa com o Omie.Multivarejo, que centraliza todas as operações de venda, loja virtual, marketplaces e ponto físico, em uma única plataforma, com gestão unificada de estoque, pedidos e entregas, além da possibilidade de gerenciar tudo via WhatsApp”, explica Perez.
O mercado aquece, a concorrência se intensifica e a exigência do consumidor aumenta. Nesse cenário, integrar processos e centralizar dados deixou de ser diferencial competitivo para se tornar pré-requisito de sobrevivência.
fonte: E-commerce Brasil
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