A transformação digital entrou em uma fase decisiva. Se antes a adoção de tecnologias emergentes era vista como estratégia de inovação, agora passou a ser questão de competitividade básica. Em evento recente, o especialista em inovação e tendências digitais Gil Giardelli sintetizou essa realidade com uma metáfora contundente: “não usar inteligência artificial em 2025 é como competir de carroça contra Ferraris”.
O divisor de águas da inteligência artificial
A comparação ilustra bem o ritmo acelerado da inovação. Enquanto empresas tradicionais ainda buscam se adaptar a sistemas digitais básicos, aquelas que já incorporaram IA generativa, agentes autônomos e análise de dados em tempo real estão abrindo uma vantagem difícil de alcançar. Não se trata apenas de eficiência operacional: é uma mudança na forma de entender o mercado, antecipar demandas e personalizar experiências.
Segundo Giardelli, o impacto da IA é comparável às grandes revoluções industriais, mas com uma diferença essencial: a velocidade. Processos que antes levavam décadas para se consolidar agora se estabelecem em poucos anos. Isso significa que companhias resistentes à mudança podem se tornar obsoletas muito mais rápido do que imaginam.
Oportunidade e ameaça
A inteligência artificial não é apenas uma ferramenta de suporte. Ela já é utilizada para automatizar decisões financeiras, prever padrões de consumo, personalizar atendimentos em massa e até desenvolver novos produtos em questão de dias. Essa capacidade de multiplicar o potencial humano cria um abismo entre empresas que adotam e as que resistem.
Por outro lado, a falta de preparo pode transformar a IA em risco. Governança de dados, ética no uso de algoritmos e capacitação de equipes são pilares para que o ganho de velocidade não venha acompanhado de erros estratégicos ou crises de reputação.
O papel do Brasil nesse cenário
O Brasil, que vive um ecossistema vibrante de startups e hubs de inovação, tem condições de ser protagonista nesse movimento, mas depende da agilidade das organizações em estruturar seus processos para absorver a tecnologia. A visão de Giardelli aponta que empresas nacionais que demorarem a agir podem ver concorrentes globais ocupando seus espaços de mercado.
Mais do que adotar ferramentas, é preciso desenvolver uma mentalidade digital contínua, em que dados, IA e automação se tornem parte natural da estratégia. Quem compreender isso agora não estará apenas acompanhando a corrida tecnológica, mas dirigindo seu próprio “Ferrari digital”.
fonte: Terra
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