A colaboração entre Oracle e NVIDIA avança para uma nova fase com impacto direto na consolidação de ambientes de produção em escala para aplicações de inteligência artificial generativa. Mais do que uma aliança tecnológica, trata-se da construção de uma infraestrutura distribuída, interoperável e altamente especializada, capaz de suportar a crescente demanda por processamento de dados, treinamento de modelos e entrega em tempo real de soluções baseadas em IA.
No centro dessa transformação está a fusão da Oracle Cloud Infrastructure (OCI) com a plataforma NVIDIA DGX Cloud. Essa integração cria um ecossistema projetado para acelerar desde o desenvolvimento até a inferência de grandes modelos de linguagem (LLMs) e outros algoritmos avançados, oferecendo desempenho de supercomputação com elasticidade de nuvem.
A Oracle contribui com seu Supercluster, um ambiente de altíssima performance baseado nas GPUs NVIDIA H100 Tensor Core e nas unidades de processamento de dados (DPUs) BlueField-3. Essa estrutura suporta cargas de trabalho de IA intensivas, como ajuste fino de modelos, deep learning, analytics e integração com sistemas corporativos — tudo isso com foco em latência mínima, alta disponibilidade e conformidade com legislações locais, como a LGPD no Brasil.
De acordo com a Oracle, esse modelo é ideal para empresas que desejam manter controle sobre seus dados e aplicações, com opções de implantação em nuvem pública, nuvem dedicada ou híbrida. “A integração com OCI proporciona um caminho direto para empresas implementarem IA generativa com performance de ponta e uma base de dados confiável”, afirma Clay Magouyrk, vice-presidente executivo da Oracle Cloud Infrastructure.
Jensen Huang, fundador e CEO da NVIDIA, também reforça o momento: “Estamos em um ponto de inflexão, em que todas as indústrias se preparam para a integração da IA em seus modelos de negócio e operação. Com a colaboração com a Oracle, estamos tornando a IA acessível globalmente por meio de uma infraestrutura distribuída e abrangente.”
Outro ponto relevante da parceria é a construção de uma arquitetura de IA “multi-regional”, o que permite que empresas multinacionais desenvolvam, treinem e operem modelos em conformidade com requisitos específicos de soberania de dados. Isso é especialmente estratégico para setores como saúde, finanças, manufatura e governo, onde a privacidade e a conformidade regulatória são cruciais.
A OCI já oferece duas regiões de nuvem no Brasil, o que representa uma vantagem competitiva no cenário latino-americano. Isso garante que organizações nacionais possam acessar essas capacidades com baixa latência e em conformidade com as exigências locais — uma base sólida para explorar IA de forma segura, previsível e escalável.
Além da performance, a escalabilidade horizontal e a flexibilidade de contratação tornam o ambiente propício tanto para startups em crescimento quanto para grandes corporações. A promessa é clara: transformar a computação de IA em um serviço acessível, modular e globalmente distribuído, onde as empresas possam desenvolver suas próprias fábricas de inteligência artificial — não como metáfora, mas como arquitetura real de produção tecnológica.
Fonte: IPNews
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