A inteligência artificial generativa deixou de ser um conceito futurista para se tornar parte do cotidiano estratégico de grandes empresas no Brasil. No Tech Day 2025, promovido pela Oracle Brasil, líderes de setores-chave compartilharam como estão aplicando GenAI — como é chamada a IA generativa — para reformular operações críticas com ganhos tangíveis.
Mais do que promessas, o evento trouxe realizações. Como afirmou Sergio Sorgi, Vice-Presidente de Aplicações da Oracle Brasil:
“Estamos vivendo o início de uma era em que o código será gerado por IA, por isso temos que nos preparar para isso”.
Eficiência, autonomia e precisão: o tripé da transformação
GPA (Grupo Pão de Açúcar): IA no centro da decisão comercial
No varejo, onde agilidade e competitividade são essenciais, o GPA apostou na GenAI para acelerar decisões no ponto de venda. A tecnologia está sendo usada para analisar dados históricos e sugerir alterações de preços em tempo real, levando em conta margens, estratégias de precificação e comportamento do consumidor.
Carlos Correa, CIO da companhia, foi direto ao destacar os benefícios:
“A inteligência artificial generativa ajuda os gestores a tomarem decisões mais rápidas e com mais acuracidade”.
Essa abordagem não apenas aumenta a velocidade de reação, como também reduz erros humanos, ajusta preços com mais precisão e garante maior aderência às estratégias de negócio.
São Martinho: produtividade jurídica com GenAI
No setor sucroenergético, o grupo São Martinho utiliza GenAI para automatizar a redação de contratos — um processo tradicionalmente moroso, técnico e vulnerável a retrabalho. Guilherme Boleta, CIO da empresa, mostrou como a tecnologia vem liberando tempo dos advogados para análises mais estratégicas e menos operacionais:
“É uma forma de usar a tecnologia para aumentar nossa produtividade”.
O uso da IA para tarefas jurídicas marca um novo momento: o da integração entre áreas técnicas e administrativas no uso de soluções inteligentes. A adoção de IA generativa nesse contexto mostra o quanto ela é transversal, podendo beneficiar desde áreas-fim até áreas-meio.
CSN: democratizando o desenvolvimento com IA
Já a CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) está empregando a GenAI no desenvolvimento interno de aplicações, permitindo que áreas de negócio prototipem e testem soluções de forma autônoma — sem depender exclusivamente da TI. Isso reduz o tempo de entrega, simplifica ciclos de inovação e fortalece a cultura de colaboração interdepartamental.
Raphael Ferrão, CIO da companhia, destacou:
“Ela permite que áreas não técnicas possam criar soluções sem depender tanto da TI”.
Esse é um marco: a tecnologia finalmente deixando de ser restrita aos especialistas, para se tornar ferramenta de todos os colaboradores com visão de negócio.
Oracle como plataforma de inovação: IA generativa como serviço
Os três cases só são possíveis graças a uma infraestrutura tecnológica robusta. A Oracle estruturou seu portfólio de GenAI como parte nativa da Oracle Cloud Infrastructure (OCI), permitindo que empresas explorem IA generativa integrada aos seus sistemas de gestão, como ERP e HCM. Isso garante segurança, interoperabilidade e velocidade de adoção.
Sergio Sorgi reforça:
“A IA generativa é o que há de mais transformador atualmente no mercado de tecnologia, e a Oracle está liderando essa revolução com soluções aplicáveis ao dia a dia das empresas”.
A diferença da Oracle está na integração total da IA ao ambiente de negócios, evitando rupturas nos processos e acelerando a curva de aprendizado.
Reflexão estratégica: o Brasil como protagonista da transformação digital
O Tech Day 2025 mostrou que o Brasil deixou de ser apenas consumidor de tecnologia para se tornar um agente ativo na transformação digital. As iniciativas de São Martinho, GPA e CSN comprovam que a GenAI pode — e deve — ser aplicada para resolver problemas reais, com impacto direto em produtividade, custos e inovação.
As empresas que liderarem essa revolução estarão um passo à frente, não apenas pela tecnologia em si, mas pela capacidade de cultivar talentos capazes de extrair o melhor dessas ferramentas. Na prática, isso exige uma cultura organizacional preparada para:
– Adotar modelos colaborativos, onde áreas de negócio e tecnologia caminham juntas;
– Valorizar dados como ativos estratégicos;
– Descentralizar a inovação, empoderando diferentes áreas com ferramentas acessíveis e seguras.
A GenAI não é só um avanço tecnológico. É um convite à reinvenção dos modelos de trabalho, da liderança e da forma como as empresas entregam valor.
fonte: InforChannel
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