No início deste mês de abril, Microsoft e Quantinuum comunicaram que alcançaram um marco importante no caminho para viabilizar a computação quântica para uso comercial, aumentando a confiabilidade dos sistemas.
Este desenvolvimento representa um capítulo novo na competição acirrada pela supremacia em computação quântica, um campo disputado por gigantes como Google e IBM, além da própria Microsoft. Essas empresas e diversas nações competem para desenvolver computadores que, ao operar sob princípios da mecânica quântica, possam executar cálculos a velocidades exponencialmente superiores aos sistemas baseados em silício tradicionais. Tais sistemas quânticos poderiam, teoricamente, realizar tarefas computacionais complexas que levariam milhões de anos em máquinas clássicas.
O principal desafio enfrentado na computação quântica reside na estabilidade dos qubits, a unidade básica desses computadores. Embora rápidos, os qubits são extremamente sensíveis a perturbações, o que pode gerar erros. Para contornar isso, equipes de pesquisa, como as da Microsoft e Quantinuum, desenvolvem qubits extras e aplicam técnicas avançadas de correção de erros para obter um conjunto menor de qubits estáveis e funcionais.
A inovação anunciada envolve um algoritmo de correção de erros aplicado pela Microsoft nos qubits físicos da Quantinuum, alcançando uma eficácia notável: de 30 qubits físicos, cerca de quatro se mostraram confiáveis.
Jason Zander, vice-presidente executivo de tecnologias estratégicas da Microsoft, destacou a eficiência do processo. "Realizamos mais de 14 mil testes sem registrar um único erro, um resultado até 800 vezes superior ao melhor que havíamos conseguido anteriormente", declarou Zander em entrevista à Reuters.
Embora não tenham especificado um cronograma para alcançar a meta de 100 qubits confiáveis — número considerado necessário para superar as capacidades de um supercomputador tradicional —, Ilyas Khan, diretor de produtos da Quantinuum, expressou otimismo: "Com as recentes inovações, esperamos reduzir o prazo previsto em pelo menos dois anos."
A Microsoft planeja disponibilizar essa tecnologia avançada aos seus clientes de computação em nuvem nos próximos meses, prometendo uma nova era de possibilidades computacionais.
fonte: Forbes
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